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Popminds Pesquisas

Sexta, 12 de Fevereiro de 2016

Na faculdade aprendemos que existem dois tipos de memória: a de longo e a de curto prazo. E o objetivo da comunicação é ficar registrada na memória de longo prazo para que o consumidor venha a utilizar esta informação no processo de compra. Não foi isso? Não é bem assim... Estudos mostram que a memória de curto prazo não é apenas um buffer acessório para a memória de longo prazo, mas um centro de decisão! 

Imagine que você possui em seu cérebro um sistema onde, de um lado, recebe informações do ambiente e de outro 'conversa' com a memória de longo prazo, levando e trazendo informações. É este espaço, que normalmente conhecemos como memória de curto prazo, que denominamos memória de trabalho. Se eu lhe pedir para fazer uma conta: 43 X 5; irá resgatar automaticamente a tabuada do 5 em sua memória de longo prazo, executará a conta, me fornecerá o resultado (135) e depois este espaço será esvaziado, para um novo uso. Mas o que isso tem a ver com a comunicação?

Este sistema possui um dispositivo específico para processar informações fonológicas (sons e palavras) e outro específico para aspectos visuais (localização e características).  Só que eles operam com uma capacidade muito limitada. Portanto, a sobrecarga de um anúncio de um dos dois subsistemas, ou dos dois, vai provocar confusão e perda de informação. E por consequência uma comunicação ineficaz. De outra forma, o profissional de propaganda que entender este funcionamento e souber como estimular de forma apropriada tanto o sistema visual como o sistema fonológico, irá construir uma comunicação de alto impacto.

Veja o vídeo abaixo para saber mais como funciona a memória de trabalho. Novos posts virão a respeito!

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